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O facebook

Tenho sentimentos díspares pelo facebook. Mas, de facto já faz parte da minha vida diária. Tenho consciência que me afastou de um contacto pessoal, mais regrado e constante de muitos dos meus AMIGOS. Vamos sabendo da vida uns dos outros e adiando telefonemas, jantares, passeios... 
Por outro lado, aproximou muitos outros, conhecidos e desconhecidos. Os desconhecidos vão chegando por indicações de outros. Muitos deles com pedidos de ajuda. E é aqui, e sobretudo, desde que fui mãe, que o meu coração fica estilhaçado. Sinto-me impotente. Gostava de conseguir ajudar todos. Não consigo. Por vezes nem consigo acabar de ler a sua história. Dedico-lhes a minha oração. Peço a Deus, que encontrem um dador compatível, que consigam amealhar o suficiente para o tratamento, que os médicos não desistam (nesta saúde cada vez mais elitista que temos) e que tenham sorte. Porque nesta vida, muitas vezes ingrata e sem nexo, precisamos de ter sorte!
Foi por acaso que conheci a história do João. E da luta pela sua mãe. Hoje encomendei o livro. 10 euros. 10 euros, para um menino que tem tudo para ser feliz, mas está preso num corpo com polimicrogiria, uma mal formação do cérebro. A sua mãe não desiste de conseguir os melhores tratamentos, já foram a Cuba, mas precisam de mais. Querem ir novamente este ano, mas os tratamentos são tão caros. 
O meu coração fica apertado...

A internet...

É engraçado isto da Internet, dos blogues e do facebook... ainda sou muito pequenina nestas mundo e só sei mesmo o básico. Por isso, a minha lista fica por aqui. Estando eu num emprego em que obrigatoriamente passo o dia em frente ao computador, sigo há muito tempo, anos mesmo, alguns blogues, e identifico-me com muitos deles. Presenciamos virtualmente, casamentos, gravidezes, filhos, divórcios, futilidades, ficamos tristes e alegres com situações, que apesar de nos chegarem por um computador, nos são muitos reais. Como julgo que, em qualquer relação, mesmo as virtuais e com todas as suas limitações, não devem ser feitas apenas num único sentido. Aqui fica um bocadinho de mim.

Paralelamente, sei que este meu blogue vai ser muito pessoal. Sinto necessidade de escrever. Na minha adolescência tive um diário anos seguidos. Escrevia para a Polly, de Pollyana, uma menina que vivia com a tia e que procurava sempre o lado positivo nas coisas que lhe aconteciam e pensava que existiam sempre casos piores que o dela, fazia o jogo do contentamento. Há livros que marcam a nossa vida, neste caso, particular é a minha infância. Ter crescido com as minhas tias solteiras, apesar de estar com a minha mãe todos os dias e ir a casa ao fim-de-semana, fez-me identificar com a Pollyana. Coisas de menina. 

Escrever dá-me uma perspectiva diferente do meu dia a dia; sei que não sou nenhum génio na escrita e que o meu vocabulário não é tão fluente e rico como gostaria, mas é o que, cá se arranja.