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Palavras

Há palavras más, que nos fazem mal, que nos destroem por dentro. Que nos entristecem e magoam. Raiva, ciúme, inveja.
Há palavras que custam dizer, que sabemos que vão magoar alguém de quem gostamos. Mas, que têm que se ditam sobre o pretexto de ser o melhor (achei eu).
Traição, dinheiro.
Há palavras "conselho", ditas num tom quase académico, superior, num patamar de maturidade. Que sei que estão certas, mas que não as consigo praticar. Palavras soltas, que não entram no meu ser. São palavras fáceis de dizer, mas que são muito difíceis de materializar. O sacrifício? Continuar presa às palavras más. Não me libertar, está a ser tão difícil. Tenho que ter fé no futuro (palavras vagas).... Que o aparente mau, poderá ser bom... Fé!
Ser superior, esquecer, não relevar.
Há palavras boas. Que nos dão felicidade real, concreta. Uma amiga que se vai casar. Uma amiga de há 20 anos. Uma amiga que se vai casar no dia em que me casei. Tão feliz! Palavras sinceras, de amizade, que nos enchem o coração.
Casamento, amizade, beijo, lua de mel, colégio.
Há palavras divertidas e alegres, que nos transportam para um mundo em que queremos sempre viver.
Férias, fim de semana prolongado, cheiro a verão, areia nos pés, abraços no sofá, cabelo molhado, depois da praia, de cheiro a terra molhada, sestas de tarde e do acordar com os passarinhos, de amigas às gargalhadas, de confidentes e sorrisos cúmplices, olhares, sandes de queijo, S. João. Helena  
 

Sou feliz

Quero conseguir ser feliz!
Quero aproveitar a minha filha, dar-lhe beijinhos sem fim, abraça-la até à exaustão;
Quero vê-la crescer, quero festejar as suas conquistas e evitar ao máximo "queixinhas", como de não para quieta, não como, não dorme, está sempre a chamar por mim. Há tantas mães, ou mulheres que querem ser mães, e tudo o que pedem são algumas das coisas, que na correria do dia a dia, das quais me queixo.
Sou feliz por ter uma filha que diz 507890 vezes o meu nome; Que desarruma tudo o que há minutos arrumei; Que teima em comer sozinha, e que apesar da aselhice, da comida no chão e na roupa, até vai conseguindo; Sou feliz por a ir tapar à noite, acalmá-la nos seus terrores noturnos e por a conseguir adormecer na paz do meu colo; 
Sou feliz por ter o meu marido ao meu lado, há 11 anos; por tudo o que conseguimos juntos e por tudo o que estamos a ultrapassar. Sou feliz porque quero investir em nós.
Sou feliz pela família, que sempre me amou e sempre a senti como o de mais importante que alguma vez terei na vida.
Sou feliz por ter saúde. ( e por acima de tudo a minha filha ter saúde). A gordurinha tem a sua graça ;)
Sou feliz por ter um emprego. Não nos falta nada de fundamental, como comida, medicamentos, roupa. As férias para longe podem ficar pesquisas à distância de clique. Computadores novos também podem esperar, bem como obras em casa. A roupa passo-a eu e os vidros até já os imagino como murais de igreja.
Sou feliz por ter amigas. Uma mão cheia delas!
E sou feliz por ter fé. Uma fé que me acalma o coração!

I believe


 
Hoje acredito que:
Somos mais felizes com o sol;
Devemos ser leais a quem nos ajudou e, por vezes, temos que acreditar e seguir, sem questionar;
Quatro cafés por dia são a base ideal para a minha estabilidade psíquica;
A força da mente, do amor e da fé conseguem mudar vidas! E que ainda há tanta gente boa, por aí, com o coração grande, grande e imensamente feliz por ajudar os outros.

Pensar duas vezes antes de falar

É o que toda a gente me aconselha. No trabalho, em situações do quotidiano, com conhecidos, colegas ou amigos. Sou transparente e há quem diga, também ingénua. Gosto de falar, de mim, da minha vida. Não consigo por um travão! Não consegui seleccionar aquilo que posso ou não dizer aquela pessoa (atenção estou a falar de assuntos mais ou menos triviais).
Mas, sei que há pessoas que são assim; que só contam o que querem; que pensam duas vezes antes de falar; seleccionam os assuntos, as pessoas, os timings... Há pessoas que só ouvem e nada dizem.
Sou espontânea, emotiva... e nada, mas mesmo, nada calculista! Desculpem! Há quem veja isto como um defeito. Eu vejo como uma virtude.

Ciúmes...!

É normal o ser humano ter ciumes... Até os meus gatos têm, se coloco mais comida a um que a outro.
Eu também os sinto, mas acreditem que me passam rápido. Acho que não sou uma pessoa ciumenta e invejosa. Claro que se às vezes um familiar ou amigo passa mais tempo com A ou B, quando sinto que as pessoas se afastam de mim, quando vejo que aquilo que queria foi conseguido por outra (o)... acho que é normal estes "ciúmes", que acabam sempre por passar.
Uma família sempre presente e poucos, mas excelentes amigos são fundamentais, para sentirmos que seremos sempre importantes, que não nos irão trocar, nem nunca deixarão de gostar de nós e que não existe necessidade de ocuparmos o nosso coração com ciúmes tolos. Sei que independentemente de tudo irei ter sempre um lugar nas suas vidas.
Temos que ter a lucidez de saber que há coisas que nunca vamos conseguir ter e sentimentos que nunca nos vão ser dirigidos.  Temos que conseguir "abrir mão" das coisas e das pessoas, muito naquela lógica, se for teu, a ti virá, caso contrário nunca te pertenceu. Assustam-me as pessoas invejosas e todas aquelas a quem o ciúme de torpe a realidade. 




Da manifestação de sábado

Falo por mim, ficou uma tristeza enorme. Eu já sabia que havia quase 16% de desempregados, muitos jovens, muitas famílias, muitos na casa dos cinquenta anos; muitos reformados a ajudar os filhos; muitos pais que vêem os filhos a emigrar; muitos empregados que recebem o salário mínimo; muitos descontentes, sem motivação, sem alegria e sem ânimo para enfrentarem o futuro! Mas, no sábado fui olhei-os nos olhos e vi os seus rostos. E isso deixou-me uma mágoa tão grande. Que país é este? Meu não é!
É certo que foi uma manifestação sem memória recente. Que foi pacífica. Que foi um despertar de consciências (que espero que para além de cívicas, sejam também politicas). Mas, quando penso em sábado só consigo ficar triste.
No entanto, recuso-me a aceitar este país. Recuso-me a ter tido uma filha para não a ver ficar adulta e mulher. Quero envelhecer com ela. Quero que se case em Portugal, que tenha filhos e emprego. Quero vê-la a ser feliz junto a mim. É por ela que não admitido este país.
Espero que este Governo assuma que nem sempre os advisers são os melhores conselheiros. Espero que mude de rumo e que para além de incomodado, indisposto e zangado com a manifestação de sábado, também tenha ficado triste. Triste por não saber governar melhor (já que pelas pessoas...) !



Procuro....

Na lógica do post anteriro...
Procuro marido rico para a minha filha!




( Não sei como lhe dizer que férias para o ano, com fins da tarde na piscina, não vão existir! )

Believe



Isto é tão a minha cara!!!

Se ao menos bastasse acreditar... porque eu já me rio tanto; acredito que somos mais forte do que aquilo que pensamos; nos amanheceres e nos milagres!!!!

E como o fim de semana estraga sempre tudo!

O aguentar...!

Eu sou uma pessoa que aguenta!
Não tenho respostas sempre prontas na ponta da língua; às vezes fico mesmo sem saber como reagir;
Eu sou uma pessoa que aguenta!
Não gosto de confrontações! Tenho o meu sorriso como forma de fugir!
Sei que há pessoas que me julgam fraca! Mas, a verdade é que não gosto de confusões. Prefiro aguentar!
De qualquer forma, há situações, comportamentos, que se cravaram de tal forma no meu coração.
De qualquer forma, há instantes, momentos que nunca irei esquecer e limitam-me! Sinto-me condicionada, com medo de falar, de me expressar, sempre com medo da reacção deste ou daquele. Não me sinto eu própria, sinto-me à deriva.
Preciso de me encontrar! Preciso de saber exactamente quem sou, como mulher, mãe, esposa, amiga, filha... em vários os papéis da minha vida! Porque ao contrário de mim, parece que há pessoas que julgam que me conhecem muito bem e acham que nunca vou bater com porta!
Preciso de respirar!

Ontem a Helena dormiu comigo (o meu marido por questões profissionais não estava) e quando a deitei ao meu lado e senti a sua mão a procurar o meu rosto, uma paz instalou-se no meu coração! São estes os momentos que me parecem como uma botija de oxigénio!

Uma fotografia, uma história!



Algumas parecenças?
É impressionante como eu devo ter para aí umas 5 fotos de quando era bebé, a Helena umas 5000 mil!

Apesar de poucas fotografias, todas as fotos contam uma história, não são meros momentos.
Na primeira foto, estou eu, e o João, o boneco que me acompanhou sempre até deixar de ter idade para brincar com ele. Lembro-me tão bem de brincar com ele, de o vestir, de lhe dar terra para comer, de lhe pintar os olhos com um marcador azul, etc! Esta foto foi tirada em casa da minha avó materna, uma vez que vivemos lá até ao meu primeiro aniversário! O meu pai queria um rapaz, o nome estava já escolhido, João, e de uma forma carinhosa e a brincar chamava-me muitas vezes João! De tanto ouvir esse nome, acabei de o colocar ao boneco.

A segunda é a típica foto postal, adoro-a, adora as minhas mãos gordas e o boneco... O boneco foi o meu tio Avelino que me deu, (o tio que ficou tão feliz por eu ser uma menina, pois tinha dois rapazes) semanas depois desta fotografia faleceu num acidente de automóvel.
E são estas as histórias que estas fotografias contam!

Coloquei estas as fotografais da Helena, sem qualquer escolha prévia! Daqui a muitos anos, quais serão as fotografias que ela vai escolher? Quais são as histórias que vão contar? 

Bon Jovi


                                                                      
Sempre adorei este senhor, esta banda, desde meados de 1994... Tenho tudo o que, na década de 90 e em Portugal, se podia comprar sobre eles!
 Como era uma miúda em 1995 não os fui ver a Alvalade. Regressaram em 2008, no ano em que me casei e depois em 2011, quando nasceu a Helena. Ficamos ainda mais unidos, na minha senilidade encontrei uma causa efeito para eles virem a Portugal nesses anos, como se fossem um presente para mim!
Sei que já tem 50 anos! Mas, contínua com o mesmo sorriso, jeitos e voz que fazem os meus olhos brilhar! Afinal cresci a ouvir as suas músicas!
Descobri agora que vai lançar um perfume e fazendo homenagem á adolescente continua a viver em mim, sempre que ouço as suas músicas, claro que vou comprá-lo. Nem que seja para daqui a uns anos a Helena me perguntar: mãe porque é que não deitas aquele perfume ao lixo, está com pó e nunca o usas! E depois, depois, vou-lhe contar histórias ;)



Será...?

Será que os homens quando se chateiam com as respectivas esposas ou quando a relação com as companheiras já teve melhores dias... começam a divagar e fazer teorias da conspiração com os amigos sobre se elas os andam a trair???

Ah?
Quer-me parecer que não!!!

Peso e medida..

Nestes últimos tempos tenho lido imensa coisa sobre gordinhas. O peso sempre foi um questão sensível na minha vida, para terem ideia, as minhas oscilações de peso andaram sempre os 50 e os 80 kgs. Tenho estrias e flacidez q.b. para o provar.
Com 16 anos pesava 80 kgs e com 17, 50 kgs. Emagreci muito rápido, deixou-me de vir o período, tive consultas no psicólogo, recusava-me a comer.Os meus pais só choravam. 
Quando recuperei psicologicamente, percebi que nunca mais iria ser refém da comida, nunca mais queria olhar para uma peça de comida e pensar nas suas calorias, ou pesar-me todos os dias de manhã e ficar deprimida se a balança se mexia para a direita. Nunca mais. Foi uma época muito má e que me marcou. Quem nunca passou por situações semelhantes não entende o alcance, da real, falta de auto estima e relação de ódio que se pode desenvolver com o próprio corpo. Não entendem o que uma palavra, um olhar, um gesto, podem fazer a alguém.
Engordei na gravidez 16kgs, no fim de quase 11 meses só perdi 8! Tive várias pessoas, umas próximas outras menos, a fazerem todo o tipo de comentários: "ah não feches a boca", "já tiveste o bebé?", " já engravidaste outra vez?", "estás gordinha ou balofa" e por aí fora.... Apesar de, sinceramente, aos poucos ter ganho imunidade contra este tipo de comentários, a verdade é que ficava sempre triste e sentia-me a mulher mais feia e gorda do mundo, ainda que por instantes!
Hoje fui ao médico e o resultado das análises foi hipotiroidismo. Não é resposta para tudo, mas sinto-me um bocadinho melhor comigo própria.
Não tenho andado a fazer uma dieta muito rígida, mas não temos comido muitos fritos, nem hidratos de carbono e os pratos de peixe ou carne são sempre acompanhados por legumes. Não tenho bebido muitos refrigerantes e bebe imensa água. Até me tenho mexido mais. Nem mesmo a amamentação fez o que prometia. Não havia forma de perder o peso. Hoje, o médico lá disse que com os níveis assim tão desregulados da tiróide, mão havia como. Fiquei mais descansada, já estava mesmo a desmotivar, a aceitar o meu novo corpo e a comprar roupa para o meu novo aspecto.E isso estava-me a matar por dentro.
Sei que tenho que fazer dieta, mas hoje sinto-me um bocadinho mais feliz, sinto que posso continuar a gostar de mim! 

Educação!


                              
Não sendo de profissão professora, nem educadora, contacto com muitas crianças, desde os seus seis anos, até à sua adolescência, e cada vez mais, tenho muitas dúvidas sobre como educar a Helena. Não tenho teorias nenhumas, apenas o meu sexto sentido, o meu amor e alguns, bons e maus exemplos.
Não tenho aquelas premissas chave e, já aqui disse, que eu e o marido ainda estamos a criar uma base de entendimento sobre a educação da pequena. Ele opta muito por impor regras desde bebé, eu nem por isso. 

Sei que a Helena ainda se assemelha muito, à tal, tábua rasa e isso motiva-me. Ao escrever este post coloquei alguns tópicos daquilo que queria para a Helena, mas depois apercebi-me que no fundo quero que ela seja uma pessoa boa, com toda a simplicidade que isso implica.  

Espero conseguir que ela se sinta amada incondicionalmente, mas sem sentido de superioridade, egoísmo e má educação! Fico triste quando vejo um jovem a tratar mal um idoso, ou a gozar com outra pessoa, a dizer palavrões ou a ser mal educado no geral. Penso, quase sempre nos pais. Se eles também tiveram as mesmas dúvidas que eu tenho agora e se sentirão de alguma forma frustrados e desiludidos com o rumo daquele jovem. E são tantos, tantos que vejo sem rumo. Desejo que a Helena saiba sempre qual o seu rumo.



Sogra


Querida sogra: Preocupa-me que no futuro vá existir fome e desemprego!
Eu: Não! A minha filha vai ter um futuro muuuiiitooo feliz! 
 
(O que eu queria mesmo ter dito: preocupa-te, antes, se no teu futuro não vai existir um lar!!! )

Dor!



É difícil crescer, mas gosto da sensação de que a vida me está a ensinar algo, me está a fazer mais forte e mais segura! Há dias, em que acordamos com um peso no coração, em que só queremos que o dia passe rápido e cheguemos ao momento em que percebemos que tudo já passou e foram apenas pensamentos. Pensamentos de que tudo poderia ser melhor e onde o perfeito existe. Pensamentos que nos fazem sentir enganadas e onde surge o "se...".
A realidade, por vezes, é materialização desses pensamentos, onde muitas vezes temos que fazer um esforço extra para os conseguir relativizar e ultrapassar. 
Hoje só quero que chegue o amanhã...! Só quero que no amanhã que há-de vir eu entende que esta dor que sinto, eram apenas pensamentos maus!

Friends!

Os dedos de uma mão chegam-me enumerar as minha amigas... e sou tão feliz assim!
Com elas consigo ser eu, dizer e fazer disparates, chorar de tanto rir, estar horas a falar ao telemóvel e passados 5 minutos voltar a ligar. Só elas conhecem a história complexa da minha família alargada, os meios irmãos do meu pai, os meus tios e tias solteiras, o meu avô pistolas. Acho mesmo que, só quando posso falar livremente sobre a minha família, sem estar constantemente a explicar quem é quem, é que sei que aquela pessoa já faz parte de mim.
Elas sabiam perfeitamente a minha forma de encarar os grandes eventos da vida, como o casamento, a gravidez e o nascimento da Helena. E as partes menos boas... Não tive que explicar nada.
Elas sabem quando um não significa "sim preciso de ti" ou "preciso de ficar sozinha"...
Elas sabem que ficaremos amigas até ficarmos senis, com rugas e nunca deixaremos ninguém desligar as nossas "máquinas"!