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I believe


 
Hoje acredito que:
Somos mais felizes com o sol;
Devemos ser leais a quem nos ajudou e, por vezes, temos que acreditar e seguir, sem questionar;
Quatro cafés por dia são a base ideal para a minha estabilidade psíquica;
A força da mente, do amor e da fé conseguem mudar vidas! E que ainda há tanta gente boa, por aí, com o coração grande, grande e imensamente feliz por ajudar os outros.

A importância de um abraço.

 Hoje é o Dia Mundial das Doenças Raras.
Admiro as mães destas crianças, mesmo!
A sua força. Sei que somos muito mais fortes, do que aquilo que pensamos. Que quando somos colocadas à prova, normalmente conseguimos vencer. Mas, elas enfrentam o mundo de frente, muitas vezes grávidas, muitas vezes sozinhas! Sei que Deus sabe as nossas forças...mas, são sempre lições de vida e de amor, amor incondicional, de entrega total, diária a alguém. E os nossos problemas parecem pequeninos, do tamanho de um átomo.
Li uma vez uma história de um menino com uma destas doenças, tudo, tudo o que a sua mãe queria era que ele conseguisse lhe dar um abraço! E este desejo, que ainda não foi concretizado ficou marcado no meu coração. 


O facebook

Tenho sentimentos díspares pelo facebook. Mas, de facto já faz parte da minha vida diária. Tenho consciência que me afastou de um contacto pessoal, mais regrado e constante de muitos dos meus AMIGOS. Vamos sabendo da vida uns dos outros e adiando telefonemas, jantares, passeios... 
Por outro lado, aproximou muitos outros, conhecidos e desconhecidos. Os desconhecidos vão chegando por indicações de outros. Muitos deles com pedidos de ajuda. E é aqui, e sobretudo, desde que fui mãe, que o meu coração fica estilhaçado. Sinto-me impotente. Gostava de conseguir ajudar todos. Não consigo. Por vezes nem consigo acabar de ler a sua história. Dedico-lhes a minha oração. Peço a Deus, que encontrem um dador compatível, que consigam amealhar o suficiente para o tratamento, que os médicos não desistam (nesta saúde cada vez mais elitista que temos) e que tenham sorte. Porque nesta vida, muitas vezes ingrata e sem nexo, precisamos de ter sorte!
Foi por acaso que conheci a história do João. E da luta pela sua mãe. Hoje encomendei o livro. 10 euros. 10 euros, para um menino que tem tudo para ser feliz, mas está preso num corpo com polimicrogiria, uma mal formação do cérebro. A sua mãe não desiste de conseguir os melhores tratamentos, já foram a Cuba, mas precisam de mais. Querem ir novamente este ano, mas os tratamentos são tão caros. 
O meu coração fica apertado...

O vazio do lado esquerdo da cama

O meu marido esteve 23 dias em casa, devido a ter que gozar férias acumuladas e que bem me soube dormir todos os dias à noite com ele ao meu lado... ainda que de manhã eu saísse para trabalhar e ele ficasse no quentinho
Em sete dias da semana, tenho em apenas dois, a sua companhia e os hábitos solitários instalam-se, como é bom ter a cama só para mim, o que origina a que existam encontrões e empurrões vários... Mas, foi tão bom!
Para mim é um luxo poder dormir com o meu marido. E há tanta gente que não percebe o aconchego que isso dá e a sorte que tem!

Gosto de imaginar...

Este mês estou num local de trabalho diferente... ao meu redor estão o metro, os autocarros, o comboio, as pessoas atarefadas para chegar a casa ou ao trabalho... Numa tarde como esta, de final de semana, com o sol a pôr-se, gosto de analisar as suas rotinas, o seu passo apressado, os seus sorrisos, as suas companhias... e gosto de imaginar as suas vidas...felizes claro está! Tristezas não, que já presenciamos muitas.
E penso agora no casal... no casal não no filho bebé do casal, que estava à hora de almoço sem casaco, ao frio numa esplanada, enquanto os pais e os amigos tomavam café e fumavam :( e o bebé ao frio e exposto ao fumo... é por isso que ao imaginar vidas, que sejam felizes!!!
E ao falar de vidas felizes penso na minha... quero ir para casa, ir comprar um presente para o bebé que vou visitar logo. Quero dar beijinhos à minha filha. Quero arrumar a minha casa, para que ela fique linda para receber amanhã os meus amigos de sempre, para termos mais um jantar de Natal que nos une às lembranças de criança. Quero acordar domingo e ter um dia com o meu marido e filha. E já agora quero convidar a minha avó para lanchar, para ela também ter uma hora feliz junto à neta e bisneta, que a afaste de uma vida presa aos cuidados do meu avô acamado.
Mas, nesta hora que falta para isto tudo... vou continuar a imaginar vidas felizes...

A meditar

Hoje uma pessoa que me é muito querida disse:

"Sei que gosto dele, mas já não o sinto"

E não posso deixar de ficar triste, porque não ter certeza dos nossos sentimentos é como viver num vazio. 
Preciso de sentir paixão, não sempre, mas em alguns momentos. Não acredito em contos de fada, sei que não é possível, nem eu aguentaria estar constantemente com "borboletas na barriga", mas viver anos sem um beijo apaixonado, sem aquele incendiar de emoções, sem o coração a bater mais forte porque sentimos a pele de alguém... é um vazio enorme. 
E só quem passa por estas ausências é que pode opinar!

Love

Nestes últimos tempos só tenho recebido noticias de casamentos, relações em crise, ou porque os homens estão afastados, não se dedicam ao relacionamento, nem às mulheres( e vice versa), ou por traição, ou por desgaste dos anos, and so on,...
É inevitável que pense no meu próprio casamento, este anos fazemos 10 anos de "namoro", onde 4 foram de casamento. Sei que ultimamente não tem sido fácil, eu já lutei muito mais por manter a chama acesa. Já fiz muitas mais surpresas, já manifestei muito mais a minha felicidade, já investi muito mais. Só para terem uma ideia, eu durante o nosso namoro, escrevi n de cartas, nunca obtive resposta. Com o pssar do tempo, fui perdendo a vontade.
O D. aguenta. É calmo, calado, pouco dado a manifestações de carinho ou de amor. Eu entendo, foi criado assim. Mas, sei que ele também sente o afastamento. 
Quero acreditar que é só uma fase, onde nos estamos a habituar à nossa nova família.
Mas, gostava que ele soubesse que detesto ir dormir chateada com ele, que detesto quando me vira as costas, que gostava que fosse ele a planear uma única vez o nosso fim de semana, que gostava de uma surpresa de vez em quando, que me abraçasse mais vezes, que soubesse que ás vezes quando o afasto, lhe digo que estou farta, queria que me calasse com um beijo ...  
Eu sei que ele me ama, mas gostava se sentir isso mais vezes. Há uma expressão em inglês que adoro: sweep off your feet... adoro!!! Era isto que eu queria sentir mais vezes!

So true!


Coisas que os homens não entendem.... 

Meu amor pequenino...!!



Gostava de te dizer palavras lindas! 
Gostava de conseguir fazer um texto, daqueles que se lesses daqui a muitos anos te conseguisse por a chorar!
Gostava que soubesses e sentisses verdadeiramente o quanto me mudaste e me fizeste tornar uma pessoa melhor!

Mas, neste momento, quando olho para esta fotografia e te vejo tão pequenina, sinto simplesmente uma vontade enorme de acompanhar na tua vida, de te ver crescer, uma curiosidade gigante em conhecer a pessoa que te vais tornar!



O texto vai ficar para outro momento

Mãe



Eu amo a minha mãe!
Gostava que ela soubesse  e sentisse isso a 100%!
Às vezes acho que a correria da vida não me permite expressar o quanto eu a amo!
A nossa história foi complicada. A minha mãe casou com 40 anos. Eu nasci quando a minha mãe tinha 42 anos. Até aos 11 anos só ia para casa aos fins de semana. Ficava em casa das minhas tias solteiras. A minha mãe trabalhava por turnos e muitos vezes fazia horas extras.
Quando fui viver todos os dias com os meus pais, era uma pré adolescente, com todos os dramas e ódios próprios dessa fase. Eu não conhecia os meus pais, eles não me conheciam. Estava habituada a pedir colo e mimo à minha tia, não há minha mãe. Discutia quase todos os dias com ela. Lembro-me que a dada altura tive que ler para a escola, o Diário de Anne Frank. Foi aí que a minha relação com a minha mãe mudou. Já não sei bem  porque, mas a minha carapaça de adolescente foi ficando mais permeável. 
Com os anos, a minha mãe foi-se tornado a minha melhor amiga. Uma mulher que admiro, pela sua coragem, frontalidade, meiguisse, desenrascanço. Consigo, hoje em dia, perceber as suas limitações, próprias de quem tirou apenas a 4ª classe, começou a trabalhar com 11 anos, ajudou a criar 8 irmãos, de quem nunca viajou muito, dedicou a vida à família e à filha, e agora à neta. Consigo, hoje, não ter vergonha, mas um orgulho enorme nela! 
A minha mãe tem 70 anos, ainda tem muito vida pela frente! Um dos meus maiores medos, por volta dos 20 anos, era não ter uma filha a tempo. A tempo de conhecer a avó, a tempo de ser mimada e estragada por ela, porque acredito mesmo que amor de avó deve ser o mais doce de todos.
Quero agora que a vida, Deus, permita que a minha mãe acompanhe a Helena o máximo de tempo possível. Agora tenho medo que a minha mãe não tenha um papel tão marcante na vida da Helena, como tem na minha.
Eu amo a minha mãe!